O jornalista Léo Dias prometeu, antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo, uma série de revelações que poderiam causar uma crise na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e atingir jogadores da Seleção. A ideia era divulgar as denúncias após a primeira derrota da equipe, momento em que, na avaliação dele, o ambiente estaria mais propício para a repercussão.
Na ocasião, Léo Dias afirmou ter documentos e provas sobre supostos casos envolvendo dirigentes e atletas. Ele também acusou parte da imprensa esportiva de conhecer os fatos e manter silêncio. As declarações geraram grande expectativa nas redes sociais.
O cenário, no entanto, mudou. A Seleção Brasileira não perdeu logo na estreia. Pelo contrário, a equipe embalou uma campanha com vitórias seguidas, o que aumentou o entusiasmo da torcida e afastou o clima de crise que havia sido previsto.
Até agora, apenas uma denúncia veio a público. Léo Dias acusou o presidente da CBF, Samir Xaud, de usar dinheiro da entidade para pagar despesas de supostas amantes durante o Mundial. O dirigente nega qualquer irregularidade.
As outras revelações anunciadas antes da Copa, que envolveriam jogadores e outros dirigentes da CBF, ainda não foram divulgadas. Não há confirmação se foram abandonadas, adiadas ou se ainda estão sendo apuradas.
Nos bastidores da cobertura esportiva, a dúvida que fica é se o bom desempenho da Seleção reduziu o impacto das denúncias ou apenas adiou a divulgação delas. Até o momento, a resposta continua com quem fez as promessas de revelar os chamados “podres” da CBF e do futebol brasileiro.
