A diferença entre estar vencendo uma série de finais da NBA por 3 a 1 e por 2 a 2 é enorme. No primeiro caso, a dominância é clara e a história aponta para um título quase certo. No segundo, a série se alonga e o resultado é incerto. É exatamente este o cenário para o Jogo 4 entre New York Knicks e San Antonio Spurs, que acontece nesta quarta-feira no Madison Square Garden.
Os Knicks podem abrir vantagem confortável e aumentar suas chances de título, ou os Spurs podem recuperar o mando de quadra e mudar a conversa e o momento da série. A resposta virá da compostura dos jovens do Spurs, de sua defesa com duplas marcações em Jalen Brunson, do desempenho de Victor Wembanyama e de uma série de ajustes de cada time.
1. A ascensão de Wemby
O melhor de Wembanyama pode estar por vir. Nos últimos seis quartos, ele parece mais confortável em sua pele e no grande palco. A questão é se sua atuação de destaque está a caminho e se fará o Spurs empatar a série. Wemby não foi perfeito, com um passe errado no fim do Jogo 2 e um arremesso perdido na buzina. Fora isso, ele tem sido o melhor jogador em quadra, especialmente pelo impacto nos dois lados da quadra.
“Acho que melhorei muito, muito porque, vendo filmes dos anos anteriores, às vezes eu só arremessava”, disse Wembanyama. “A eficiência e o propósito estão muito melhores agora.” Desde o Jogo 1, ele se tornou mais agressivo no ataque, não se contenta com muitos arremessos de três pontos e cobre bem a quadra na defesa. O Spurs usa um jogador menor para marcar Karl-Anthony Towns, permitindo que Wemby ajude na defesa. Isso funcionou no Jogo 3, limitando a produção de Towns.
2. Brunson de volta aos trilhos
Brunson acertou os arremessos mais importantes da série, nos momentos finais dos dois primeiros jogos, ambos vitórias dos Knicks. As finais não são sobre estatísticas, mas sobre jogadas vencedoras. A capacidade de Brunson em momentos decisivos supera tudo. No entanto, ele precisa controlar seu fluxo e eficiência, pois os Knicks tiveram que superar desvantagens nos três jogos, em parte devido às dificuldades de Brunson nos arremessos.
Ele tem apenas 37% de aproveitamento na série e 32% nos arremessos de três pontos. São 81 arremessos para 82 pontos. Sua imprecisão tira oportunidades de Towns e OG Anunoby, que estão com aproveitamento muito melhor. “É extremamente importante que ele esteja envolvido durante todo o jogo, não só no quarto período”, disse o técnico dos Knicks, Mike Brown, sobre Towns. Brunson enfrenta uma defesa sólida do Spurs, que conseguiu conter Shai Gilgeous-Alexander nas finais do Oeste. Stephon Castle é agressivo e atlético o suficiente para dificultar os arremessos de Brunson.
3. O fator X
De tempos em tempos, um jogador aparece e dita o resultado favorável para seu time. No Jogo 3, foi De’Aaron Fox, com um arremesso que segurou a reação dos Knicks. Estes são os jogadores que podem ter uma atuação de destaque no Jogo 4.
Keldon Johnson (Spurs): O vencedor do Prêmio de Sexto Homem do Ano da Kia em 2025-26 tem tido dificuldades. Ele está apagado na série, com média de apenas 4,3 pontos. Com seu desempenho irregular, o Spurs é forçado a usar o novato Carter Bryant, que comete erros.
Luke Kornet (Spurs): Quando Wembanyama descansa, o Spurs sofre. Kornet, o reserva, é atacado por Karl-Anthony Towns. Ele não tem sido um fator no ataque (apenas uma tentativa de arremesso em três jogos) e nas rebotes (média de três). O Spurs precisa do Luke Kornet que foi importante para o Boston Celtics campeão de 2024.
Dylan Harper (Spurs): O novato tem se destacado na série.
