O Rio Open, principal torneio de tênis da América do Sul, está prestes a passar por mudanças significativas em sua estrutura e formato. As transformações visam aumentar a competitividade do evento e reverter a tendência de afastamento dos melhores tenistas do ranking mundial, especialmente diante da crescente concorrência dos torneios realizados no Oriente Médio.
A proposta de alterar o piso das quadras de saibro para quadra dura, além da ampliação do espaço no Jockey Club Brasileiro, reflete um alinhamento entre os desejos da organização do torneio e a futura reorganização do calendário da ATP. A expectativa é que uma nova arena com capacidade para 10 mil pessoas seja construída, proporcionando uma experiência aprimorada para os fãs e atletas.
Desafios e Oportunidades no Calendário da ATP
Atualmente, o torneio carioca está em discussão com a ATP sobre uma possível mudança na data da gira sul-americana. O presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, esteve no Rio para tratar desse assunto, já que a introdução do Masters 1000 na Arábia Saudita, previsto para 2028, traz novos desafios ao circuito profissional. A reestruturação do calendário pode colocar o Rio Open em uma posição mais favorável, possibilitando que o torneio aconteça após eventos de maior prestígio no Oriente Médio, como os ATPs 500 de Doha e Dubai.
Lui Carvalho, diretor esportivo do Rio Open, acredita que a América do Sul possui um mercado com alto potencial e que a ATP não tomará decisões que prejudiquem o torneio. A possibilidade de criar duas “pernas” do calendário, respeitando as particularidades geográficas e de piso, é uma alternativa que pode beneficiar a competição carioca.
O Impacto da Mudança de Superfície
A mudança de saibro para quadra dura é uma demanda que vem sendo discutida entre atletas e organizadores. Tenistas de renome já demonstraram interesse em participar do evento caso a troca de superfície se concretize. João Fonseca, um dos representantes do torneio, destaca que essa alteração é crucial para atrair jogadores de topo, como Ben Shelton, Stefanos Tsitsipas e Jannik Sinner, que atualmente priorizam competições em pisos rápidos.
“Muitos jogadores gostariam de jogar no Brasil, mas a predominância do saibro no calendário torna isso difícil. A mudança de piso é essencial para o crescimento do torneio”, afirma Fonseca. A adaptação ao novo formato pode significar um futuro mais promissor para o evento, que busca se manter relevante no cenário internacional.
Expansão e Melhorias Estruturais
Além da troca de superfície, o Rio Open também planeja uma expansão significativa de suas instalações. A realocação da quadra principal para a área central do Jockey e o aumento das quadras secundárias visam melhorar a experiência do público e dos jogadores. A expectativa é que o anúncio oficial dessas mudanças ocorra após a edição deste ano do torneio, com a implementação prevista para o próximo ano.
“Queremos oferecer a experiência do Rio Open para mais pessoas. A ampliação permitirá que um número maior de fãs aprecie o evento, contribuindo para o ecossistema do tênis no Brasil”, explica Carvalho.
As transformações no Rio Open refletem não apenas a busca por um maior protagonismo no cenário do tênis mundial, mas também um esforço para revitalizar o interesse pelo esporte no Brasil. Com mudanças estruturais e uma nova abordagem, o torneio carioca se prepara para um futuro empolgante e desafiador.
