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EUA cogitam novos ataques ao Irã, dizem veículos

EUA cogitam novos ataques ao Irã, dizem veículos

Os Estados Unidos consideram lançar novos ataques militares contra o Irã, de acordo com informações divulgadas por veículos americanos nesta sexta-feira (22). A medida ocorre em meio às negociações em andamento e a uma aparente frustração do presidente Donald Trump com Teerã.

A informação foi publicada pelos veículos CBS e Axios. Horas antes, Trump informou que não vai comparecer ao casamento de seu filho neste fim de semana, devido ao que descreveu como “circunstâncias relacionadas ao governo”.

Os veículos ressaltaram que uma decisão final sobre os novos ataques ainda não foi tomada. Segundo eles, o Paquistão, que atua como mediador entre Estados Unidos e Irã, enviou a Teerã seu comandante militar.

Procurada pela AFP, a Casa Branca não comentou o assunto. De acordo com a CBS, a porta-voz Anna Kelly disse que “o presidente foi claro sobre as consequências caso o Irã não consiga alcançar um acordo”.

Mais cedo, a Casa Branca anunciou mudanças nos planos de Trump para o fim de semana. O presidente vai permanecer na capital americana. Ao retornar de uma viagem ao estado de Nova York, onde fez um discurso nesta sexta-feira, Trump não atendeu a imprensa.

Citando duas fontes anônimas, o Axios informou que Trump “se mostra cada vez mais frustrado com as negociações com o Irã nos últimos dias”. Sua postura mudou de favorecer a diplomacia para se inclinar a ordenar um ataque.

Com base em fontes não identificadas, a CBS informou que membros das Forças Armadas e dos serviços de inteligência dos Estados Unidos cancelaram seus planos para o fim de semana prolongado do Memorial Day, devido à possibilidade de ataques.

Tensão nuclear iraniana

O programa nuclear do Irã continua sendo um dos principais pontos de atrito com os Estados Unidos. Teerã insiste que suas atividades nucleares têm fins pacíficos, mas potências ocidentais suspeitam de busca por armas atômicas. As negociações para um novo acordo, que substituiria o pacto de 2015 do qual Trump retirou os EUA, seguem sem avanços concretos.

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