O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (6) que o salão de festas que quer construir na Casa Branca terá custo estimado em menos de US$ 400 milhões (R$ 2,28 bilhões). O valor é o dobro do inicialmente previsto para a obra, que gerou polêmica.
Segundo Trump, a mudança no custo ocorreu porque o novo salão terá quase o dobro do tamanho e qualidade superior à proposta original. Ele afirmou que o projeto anterior não seria adequado para eventos, reuniões e futuras posses presidenciais.
O custo original era de US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão). Trump escreveu em sua plataforma Truth Social que o salão será “magnífico, seguro e protegido”. Ele acrescentou que a obra está “adiantada em relação ao cronograma e abaixo do orçamento”.
Em julho de 2025, o governo Trump anunciou os planos para o salão de festas. A reforma é um desejo antigo do presidente, que reclama da falta de espaços para receber convidados na residência oficial. A secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, informou que a conclusão está prevista antes do fim do mandato, em janeiro de 2029.
O projeto ganhou impulso após um homem armado invadir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no dia 26, forçando a retirada de Trump e dos presentes. O presidente e aliados usaram o incidente para defender o avanço das obras, argumentando que o salão, com vidros à prova de balas e recursos de segurança, tornaria desnecessário que ele compareça a eventos externos.
O novo salão poderá acolher cerca de 650 pessoas. Será erguido na parte leste da Casa Branca, onde hoje há escritórios e salas de apoio, como os usados pela equipe da primeira-dama Melania Trump. Esses espaços serão realocados temporariamente. A ala foi demolida em outubro do ano passado.
Com cerca de 8.400 metros quadrados, o novo espaço pode ser a maior intervenção estrutural na Casa Branca desde 1952, quando o presidente Harry Truman ordenou uma reforma ampla no local.
