Pelo segundo ano consecutivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará dos atos sindicais do 1º de Maio. A decisão busca evitar expor o pré-candidato à reeleição a um novo desgaste de imagem, após a baixa adesão registrada em 2024 em Itaquera, na zona leste de São Paulo.
Movimentos de esquerda apostam no apelo pelo fim da escala 6×1 para pressionar o Congresso Nacional. A aposta ocorre após uma semana de derrotas do governo no Legislativo, como a rejeição à indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria.
As manifestações não serão centralizadas, diferente do que ocorria desde 2018. O Rio de Janeiro é exceção, com um ato grande marcado para as 14h na praia de Copacabana. Em São Paulo, as frentes reunirão políticos próximos a Lula.
O governo enviou um projeto de lei propondo a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição de salário. A proposta tramita de forma mais rápida que a PEC da escala 4×3, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O governo quer aprovar o texto antes das eleições deste ano.
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, organizará um dos principais atos às 9h. A mobilização contará com discursos e apresentação musical de Glória Groove. A partir das 16h, é esperada a presença dos ministros Luiz Marinho e Guilherme Boulos, do presidente do PT, Edinho Silva, e do ex-ministro Fernando Haddad.
Haddad se juntará a Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) em ato promovido pela Força Sindical às 8h, na sede do movimento, no bairro da Liberdade. O movimento VAT (Vida Além do Trabalho) reunirá manifestantes na praça Roosevelt às 9h, com participação de Erika Hilton e do vereador carioca Rick Azevedo (PSOL).
Grupos de direita se reunirão na avenida Paulista a partir das 11h, de forma inédita para a data. O ato será promovido por Patriotas do QG, Marcha da Liberdade e Voz da Nação. Os movimentos alegam que o ato servirá para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pedir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e se posicionar contra o fim da escala 6×1.
