O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira, 17, que a participação dos Estados Unidos na balança comercial brasileira caiu de 25% em 2003 para cerca de 9% atualmente. Segundo ele, a redução se deve a “fricções” na relação entre os dois países. A declaração foi feita durante audiência pública conjunta das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) e de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara.
Durigan destacou que, mesmo com a queda, o comércio exterior do Brasil continua a crescer por meio de exportações para outros países. “Em 2023, era 12%. E, agora, estamos chegando a 9%. Por que? Porque, na relação, está sendo gerada fricção”, disse o ministro. “O Brasil não está deixando de crescer, de exportar para todos os países do mundo.”
O ministro citou a importância do aumento das vendas de produtos brasileiros para países como Vietnã e China, além de regiões como a Europa, beneficiada pelo acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, e o Oriente Médio. Ele também mencionou que o Brasil busca novos acordos com Singapura, Japão e países europeus fora da União Europeia, como Luxemburgo e Suíça.
Durigan acrescentou que o Brasil é favorecido por sua resiliência energética em um cenário de desajuste global provocado pela guerra do Irã. A fala do ministro reforça a estratégia do governo de diversificar parceiros comerciais para reduzir a dependência de um único mercado.
