Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região de Mindanao, no sul das Filipinas, neste domingo (7 de junho de 2026). O tremor ocorreu durante a madrugada de segunda-feira (8) no horário local. O evento gerou alertas de tsunami para o país e para nações vizinhas. Até o momento, as autoridades confirmaram uma morte e quatro feridos.
Há relatos de prédios desabados. À agência de notícias AFP, o policial Robert Dagon, da cidade de General Santos, afirmou que muitos edifícios foram danificados e que as forças de segurança realizam operações de resgate. Vídeos publicados em redes sociais mostram um shopping e o prédio de uma escola desmoronando em General Santos.
O epicentro do terremoto foi no mar, a 35 quilômetros de profundidade, próximo à ilha de Mindanao, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ) inicialmente estimou a magnitude em 8,2, mas depois a revisou para 7,8, com profundidade de 10 km.
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico advertiu para a possibilidade de ondas nas próximas três horas ao longo das costas das Filipinas, Indonésia, Palau, Taiwan e Papua-Nova Guiné. As autoridades do Japão também emitiram alerta de tsunami para grande parte do seu litoral, projetando ondas de até um metro.
O governo filipino pede que moradores do litoral sul deixem a região. O chefe da agência de sismologia das Filipinas, a Phivolcs, afirmou que as primeiras ondas devem chegar entre 7h37 e 9h37 no horário local (20h37 e 22h37 em Brasília). A agência alerta para ondas acima de um metro que podem persistir por várias horas.
O presidente do país, Ferdinand Marcos Jr., pediu que a população das áreas costeiras saia imediatamente e busque terrenos mais altos. “Sigam os alertas de tsunami. Não esperem. A vida é mais importante do que qualquer coisa deixada para trás”, disse Marcos. Ele também determinou a suspensão das aulas em todos os níveis nas regiões afetadas de Mindanao até novo aviso.
As Filipinas e a Indonésia registram centenas de terremotos todos os anos. Os países estão localizados no Anel de Fogo do Pacífico, uma faixa de intensa atividade sísmica que se estende da América do Sul até o extremo leste da Rússia.
